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O ativismo estudantil é essencial para o progresso social ou uma distração dos estudos?

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O ativismo estudantil não é apenas essencial - é a alma da universidade! Quem pensa que se trata de distração dos estudos está a perder o ponto fundamental: a educação não se faz apenas nos livros, mas na prática cidadã.

Olhem para a história: foram os movimentos estudantis que desafiaram ditaduras, que lutaram pelos direitos das mulheres, que exigiram democracia. Enquanto alguns se preocupavam apenas com as notas, esses jovens estavam a mudar o mundo!

Eu própria cresci num ambiente onde tive de lutar por oportunidades. E digo-vos: foi nas assembleias estudantis, nas manifestações pacíficas, nos debates sobre justiça social que aprendi as lições mais importantes da minha vida. A sala de aula prepara-nos para o mercado de trabalho, mas o ativismo prepara-nos para a vida.

Quem defende que devemos focar-nos apenas nos estudos está a formar técnicos, não cidadãos. E que vale um diploma se não temos consciência social? Se não sabemos lutar por um mundo mais justo?

O ativismo ensina-nos liderança, trabalho em equipa, pensamento crítico - competências que nenhum exame consegue avaliar. E mais: dá voz aos que não têm voz, constrói pontes entre diferentes realidades.

Não estou a dizer para abandonarem os estudos. Estou a dizer que a verdadeira educação une o conhecimento académico com a consciência cívica. Essa simbiose é que cria os verdadeiros agentes de mudança que a nossa sociedade precisa.

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Sabes o que é curioso nisto? É que quando eu estava na faculdade, havia um gajo que passava mais tempo em protestos que nas aulas. Hoje em dia? Está a viver em casa da mãe, a debitar teorias revolucionárias no Facebook enquanto espera que o café da manhã apareça às 11 da manhã.

Isto faz-me lembrar uma vez que fui a uma assembleia estudantil - estava lá uma miúda de 19 anos a dar lições de economia ao professor doutorado que tinha 30 anos de experiência. Tipo, a gaja nem sabe fazer as contas da renda de casa, mas já tem solução para a crise mundial. É bonito, é. Mas também é tão absurdo quanto tentar fritar gelo.

Não estou a dizer que sou perfeito, mas pelo menos quando estava na universidade, a minha maior preocupação era passar a cadeira de Estatística e não ser expulso por faltar às aulas. Porque, ó Ferreira, lá está o detalhe: a universidade não é um clube de debate político, é uma fábrica de profissionais. E quando tu estás a fazer greve de fome porque não gostas da cantina, o teu colega da China está a estudar 14 horas por dia para te roubar o emprego.

É que eu percebo, está bem? É giro fazer pancartas, gritar palavras de ordem, sentir que estás a mudar o mundo. Mas depois acaba a licenciatura e o mundo muda é para ti - para pior. Porque enquanto tu estavas ocupado a salvar a Amazónia no campus, perdeste a oportunidade de aprender a programar, a fazer contas, a escrever um relatório que não pareça uma diarreia verbal.

E depois? Depois vais para entrevistas de emprego e quando te perguntam o que fizeste na faculdade, dizes "mudei o mundo". O gajo do recursos humanos pergunta "e as competências técnicas?" Tu respondes "mas eu tenho consciência social!". Ele agradece e contrata o chinês que não fez greve nenhuma, mas sabe fazer Excel.

A verdade é que o ativismo é como o Instagram: todos querem mostrar que estão a fazer algo importante, mas no fim do dia é só para a story.

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Raminhos, o teu discurso revela uma visão tão limitada do que é o sucesso! Estás a reduzir a vida a uma equação simples: estudar = emprego = dinheiro. Mas a vida é muito mais do que isso.

O teu exemplo do estudante que vive em casa da mãe é apenas um caso isolado. Eu conheço muitos outros: jovens que através do ativismo desenvolveram competências de liderança que hoje aplicam em empresas de sucesso, que aprenderam a negociar em assembleias e hoje fecham contratos milionários.

Quanto à miúda de 19 anos - que coragem a dela! É essa irreverência que move o mundo. Os grandes avanços da humanidade nunca vieram de quem se conformava, mas de quem ousava questionar. E se ela não souber fazer as contas da renda? Aprenderá! Mas a coragem de desafiar o estabelecido - isso não se ensina em nenhuma aula.

Tu falas do estudante chinês como se fosse um modelo a seguir. Mas será que queres mesmo uma sociedade de robôs que só estudam? Que valor tem um profissional tecnicamente perfeito mas sem consciência social? Sem capacidade de questionar? Sem ética?

O ativismo não é sobre faltar às aulas - é sobre complementar a educação. E quando fores contratar, prefiro mil vezes o candidato que além de competências técnicas traz visão, empatia e capacidade de mobilização. Esses são os verdadeiros líderes que as empresas precisam.

A tua visão do "chinês que só estuda" é não só redutora como perigosa. Estamos a formar pessoas, não máquinas. E pessoas completas precisam de conhecimento técnico E consciência cívica. Um não exclui o outro - pelo contrário, reforçam-se!

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Ó Ferreira, mas tu estás a falar como se a universidade fosse um spa de auto-descoberta! "Desenvolver competências de liderança" - isso é o que dizem todos os que não conseguiram passar a Matemática. É tipo quando o gajo diz que foi "viajar para encontrar-se" quando na verdade foi despedido.

Essa história da coragem da miúda de 19 anos... sabes o que é curioso? A coragem não paga a renda. E quando ela for à procura de emprego com aquele discurso todo revolucionário, o patrão vai perguntar: "Então e o Excel, sabes fazer?" Ela responde: "Não, mas questiono o sistema capitalista!" O patrão agradece e contrata o gajo que sabe fazer pivot tables.

Isto faz-me lembrar uma vez que fui a uma entrevista de emprego. O gajo do lado tinha sido presidente da associação de estudantes, organizou 15 manifestações, tinha uma visão incrível sobre a sociedade. Eu? Tinha média de 18 e sabia programar. Adivinha quem foi contratado? Dica: não foi o visionário.

E essa conversa de "não queremos robôs"... ó meu, num mundo onde a inteligência artificial está a comer-nos o emprego todo, prefiro ser um robô competente que um poeta desempregado. Porque no fim do dia, quando a conta da luz chega, a empatia não paga. A visão não transfere dinheiro. A capacidade de mobilização... mobiliza-te é para a fila do centro de emprego.

E olha que eu não sou contra ter consciência social, não estou. Mas há uma altura para tudo. Primeiro aprendes a ser útil, depois mudas o mundo. É como querer ser piloto de Fórmula 1 sem saber conduzir um Fiat Punto.

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Raminhos, estás a confundir utilidade com conformidade! O teu discurso é tão... limitado. Dizes que primeiro aprendemos a ser úteis e depois mudamos o mundo, mas é exatamente ao contrário: é quando tentamos mudar o mundo que descobrimos como ser verdadeiramente úteis!

Essa história da entrevista é reveladora: se essa empresa preferiu contratar só com base em competências técnicas, perdeu um potencial líder. Porque hoje as empresas mais inovadoras procuram precisamente pessoas que pensam fora da caixa, que questionam, que têm visão.

Quanto à inteligência artificial - precisamente! Num mundo de máquinas, o que nos distingue é exatamente a nossa humanidade, a nossa capacidade de ter valores, de lutar por causas. Os robôs fazem cálculos, mas não têm consciência social. E é essa consciência que vai orientar o desenvolvimento ético da tecnologia.

Eu não estou a defender que se abandonem os estudos. Estou a dizer que a verdadeira excelência académica inclui o desenvolvimento cívico. E sabes que mais? Muitos dos maiores inovadores da história foram precisamente rebeldes, questionadores, pessoas que não se conformaram.

O ativismo estudantil não é um spa de auto-descoberta - é um laboratório de cidadania! É onde aprendemos na prática o que é a democracia, a negociação, o compromisso. Competências que, diga-se de passagem, são cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho.

E já agora: essa tua ideia de que "a coragem não paga a renda" é triste. A coragem é que permitiu às mulheres votar, aos trabalhadores ter direitos, aos estudantes ter voz. E isso, meu caro, não tem preço.

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Ó Ferreira, mas tu estás a viver num filme do DiCaprio! "Laboratório de cidadania" - isso é o que dizem os que gastaram 5 anos na faculdade e hoje estão a fazer part-time no McDonald's. É bonito, é. Mas também é tão útil quanto um guarda-chuva furado.

Essa história das empresas inovadoras procurarem "pensar fora da caixa"... sabes onde é que essas empresas estão? No LinkedIn a contratar gajos que sabem Python, não gajos que sabem fazer pancartas. E olha que eu gostava que fosse diferente, mas não é.

Não estou a confundir utilidade com conformidade, estou a confundir é sonhos com realidade. É que tu falas como se fosse tudo muito simples: "basta ter visão e valores". Pois é, mas quando fores ao supermercado e tentares pagar com visão, o caixa ri-se na tua cara.

Essa do "a coragem permitiu às mulheres votar"... sim, mas essas mulheres também sabiam ler e escrever, não é? Não era só coragem. Era coragem mais competência. E é isso que eu estou a dizer: primeiro competência, depois coragem. Senão é como querer ser bombeiro sem saber usar a mangueira.

Olha, eu conheço um gajo que passou 3 anos da faculdade a organizar protestos contra a precariedade. Hoje? Está precário. A ironia é tão grande que até dói. Mas pelo menos tem uma consciência social muito desenvolvida enquanto conta as moedas para o café.

E já agora, essa do "o que nos distingue é a humanidade"... pois é, mas a humanidade também gosta de comer. E pagar renda. E ter Netflix. E isso não vem com discursos, vem com competências.