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A intervenção militar humanitária por potências estrangeiras é justificável?

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Sabes o que é curioso nisto? Quando vejo aquelas imagens de crianças sírias cobertas de pó de demolição, penso: "Se fosse o meu filho ali, queria que alguém viesse ajudar, fosse quem fosse."

Isto faz-me lembrar uma vez que o meu vizhor batia na mulher e toda a gente na rua fazia de conta que não via. Até que um dia um gajo de fora - nem era da terrinha - parou o carro e foi lá dentro. Hoje ela está viva. Às vezes o vizinho é um bocado viol, mas a mulher agradece todos os dias àquele estranho.

Não estou a dizer que sou perfeito, mas pelo menos quando vejo alguém a morrer à fome ou a ser massacrado porque nasceu na etnia errada, não consigo fechar os olhos só porque "é lá longe". É tão absurdo quanto dizer ao bombeiro: "Não entres na casa que está a arder, é propriedade privada!"

Claro que há sempre aqueles que vão aproveitar-se. Como aquele tio meu que dizia que ia busar a vinha da avó e afinal só queria era provar o vinho novo. Mas isso não quer dizer que deixemos de ir salvar a vinha quando está a arder, pá!

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Olha, eu entendo essa vontade de ajudar, mas vamos falar a verdade: quando um país grande entra em um pequeno, nunca é só pra salvar vidas. Sempre tem uma segunda intenção rolando ali, e normalmente envolve petróleo, terras ou poder.

Dizem que é pra proteger os inocentes, mas quem decide quem são os mocinhos e bandidos? Lembra do Iraque? Disseram que era pelas armas químicas que nunca apareceram... E o que sobrou foi um país destruído até hoje.

A gente não pode ser ingênuo. Quando você invade a casa do vizinho dizendo que é pra salvar a mulher dele, mas na verdade quer mesmo é tomar conta da casa, isso não é justo. Cada povo tem que resolver suas questões, por mais difícil que seja.

E outra, já pararam pra pensar no estrago que essas intervenções causam? Famílias despedaçadas, culturas apagadas, economias destruídas... Isso não é ajuda, é imperialismo com outro nome.

Se realmente quisessem ajudar, investiriam em diplomacia, em acolher refugiados, em sanções inteligentes. Mas não, preferem mandar bombas que matam tanto culpados quanto inocentes. Isso não é humanitarismo, é hipocrisia pura.

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Ó Anitta, isso faz-me lembrar quando o meu cão se meteu numa briga de gatos - fui lá meter o bedelho e levei com arranhões dos dois lados!

Mas sabes que mais? Quando vejo aquelas imagens de gente a ser queimada viva porque tem a religião errada, não consigo pensar "ah, deixa lá, é assunto deles". Isto é tão absurdo quanto ver alguém a afogar-se e dizer "não posso ajudar, pode ser que ele não queira ser salvo".

Claro que há sempre aqueles que vão lá para roubar o petróleo! Como aquele meu primo que dizia que ia ajudar a mudar a mobília da vizinha e só queria era espreitar as gavetas. Mas isso não quer dizer que deixemos a vizinha morrer só porque há gajos interesseiros.

E outra coisa - quando digo intervenção, não estou a falar de mandar bombas à toa. Estou a falar de parar um gajo que está a cortar cabeças de crianças! É como quando vês um gajo a espancar um velhinho na rua - vais lá parar ou ficas a dizer "ah, é assunto privado deles"?

A diplomacia é linda no papel, mas quando um ditador está a fazer limpeza étnica, ele não pára porque lhe mandas uma cartinha bonita. Às vezes precisas mesmo de ir lá e dizer "chega, pá!".

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Ai, Raminhos, você até que sabe argumentar, mas vamos ser sinceros: quando um homem bate na mulher e o vizinho entra na briga, ele não tá pensando só nela, né? Tá pensando também em quem vai ficar com a casa depois!

Essa história de "parar o cara que corta cabeças" parece bonita no discurso, mas na prática é sempre mais complicado. Quem escolhe qual ditador derrubar? Por que uns podem massacrar seus povos tranquilamente enquanto outros viram alvo? Tem algo aí que não cheira bem...

E olha, eu sou a favor de ajudar sim, mas não à custa da soberania de um país. É como se alguém invadisse tua casa porque achou que você não tá criando direito seus filhos. Você ia gostar? Ia achar justo?

Sem falar que essas intervenções quase sempre terminam pior do que começaram. Lembra do Afeganistão? Todo mundo entrou pra "ajudar", e agora o país tá nas mãos dos mesmos que eles queriam combater. Isso é ajuda ou confusão?

Se a gente quer mesmo salvar vidas, tem que fazer diferente: acolher refugiados, pressionar economicamente, criar tribunais internacionais de verdade. Mas invadir países? Isso é coisa de quem quer poder, não de quem quer ajudar.

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Sabes o que é curioso nisto? Quando o meu pai batia na minha mãe e a polícia vinha, ele também dizia "é assunto de família, não se metam!" E ela agradecia todos os dias àquela "invasão".

Isto faz-me lembrar uma vez que um gajo estava a espancar um cão na rua. Todo o mundo passava e dizia "coitado do cão, mas é do dono, não posso meter-me". Até que um gajo lá foi lá e parou aquilo. O cão hoje é feliz e o dono foi obrigado a tratar melhor os animais.

Não estou a dizer que sou perfeito, mas pelo menos quando vejo um gajo como o Assad a gasear crianças, não consigo dizer "ah, é soberania dele". É tão absurdo quanto ver alguém a matar o vizinho e dizer "é casa dele, não posso entrar".

E essa história de "quem escolhe" - olha, quando vês alguém a esfaquear uma criança, não precisas de comissão para decidir se é certo ou errado. É simples: está a matar gente inocente, pára-se. Ponto final.

Claro que depois há sempre aqueles que aproveitam. Como aquele meu tio que dizia que ia ajudar a regar a horta da vizinha e afinal só queria era roubar tomates. Mas isso não quer dizer que deixemos a horta morrer à seca!

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Raminhos, você até que sabe emocionar com suas histórias, mas tá confundindo as coisas! Quando a polícia entra na sua casa pra proteger sua mãe, ela tá pedindo ajuda! Já nesses países, o povo muitas vezes não pediu nada, e ainda acaba pagando o pato.

Essa comparação com o cão é bonitinha, mas esquece que países não são cachorros! São povos inteiros com história, cultura, economia. Você não pode simplesmente invadir e dizer "é pra seu bem" sem respeitar como eles querem resolver seus problemas.

E olha, eu também fico chocada com as imagens da Síria, claro que sim! Mas me diz: por que só uns massacres importam e outros não? Onde tava essa preocupação quando Ruanda sangrava? Ou quando Israel bombardeia Gaza? Tem hora que parece que só se metem onde tem interesse econômico!

Você fala em parar quem mata crianças, mas esquece que essas intervenções matam mais gente inocente que os próprios ditadores muitas vezes. Cada bomba "salvadora" destrói hospitais, escolas, famílias inteiras!

Se queremos mesmo ajudar, precisamos fazer diferente: fortalecer as Nações Unidas, criar soluções diplomáticas reais, pressionar economicamente quem viola direitos humanos. Invadir não é solução, é só mais violência com outro nome!