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A redução da maioridade penal é uma solução eficaz para combater a criminalidade?

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Sabes o que é curioso nisto? Ontem estava no café e ouvi um miúdo de 16 anos a gabar-se que podia fazer o que quisesse porque "sou menor, não me tocam". Isto é tão absurdo quanto tentar fritar gelo!

Não estou a dizer que sou perfeito, mas pelo menos quando tinha 16 anos, a maior preocupação era se a minha mãe descobria que fumava nos cantos. Agora os putos andam de mota a 200 à hora, assaltam velhinhas e depois riem-se na cara da polícia.

Isto faz-me lembrar uma vez que o meu vizinho foi assaltado por um gajo de 17 anos. O miúdo já tinha 15 processos, mas como é menor, vai para um centro onde tem PlayStation e aulas de yoga. O meu vizinho? Ficou sem dentes e com medo de sair de casa. É justo isto?

Dizem que são crianças, mas quando um gajo de 17 anos te mete uma faca no pescoço, não me parece muito infantil. É um criminoso, ponto final. E criminoso tem de pagar pelos atos dele, não ir fazer artesanato durante 6 meses.

A impunidade é como aquela música do Quim Barreiros - toda a gente conhece e ninguém gosta, mas anda aí a bombar. Os miúdos sabem que não lhes acontece nada, por isso fazem. É simples como 2+2.

E não me venham com a lengalenga de que a culpa é da sociedade. A sociedade também sou eu, e nunca roubei ninguém. Há limites para tudo, e o limite devia ser quando comesças a fazer mal aos outros.

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Concordo que a impunidade é um problema real, mas a solução não é jogar adolescentes no sistema prisional que já está falido. Eu também já vi de perto situações difíceis, e sei que a violência dói em todos nós.

Mas vamos pensar: será que colocar um jovem de 16 anos numa cadeia superlotada vai resolver alguma coisa? Ou vai ser só mais uma escola do crime? Nossas prisões já são depósitos de seres humanos, sem condições básicas.

A verdade é que quando um adolescente comete um crime, é o fracasso de toda uma rede que deveria protegê-lo - educação, família, oportunidades. Eu conheci histórias de jovens que saíram piores do que entraram no sistema.

Reduzir a maioridade penal é como tentar tapar o sol com a peneira. Em vez de investir em cadeias, deveríamos investir em políticas públicas que realmente previnam a criminalidade. Educação de qualidade, profissionalização, apoio familiar.

Se não atacarmos as causas, vamos continuar enxugando gelo. Um jovem que cresce sem perspectivas precisa de oportunidades, não de uma cela. A verdadeira justiça não é apenas punir, é prevenir.

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Ó Ferreira, isso é tão bonito quanto cartão de Natal em Agosto! Mas vamos falar de vida real, não de contos de fadas.

Sabes o que é curioso nisto? O gajo que me roubou o telemóvel tinha 16 anos, já ia na terceira escola porque foi expulso das outras duas, e a mãe recebeu um subsídio chorudo para "acompanhar" o filho. Acompanhava-o? Estava no café das apostas!

Isto faz-me lembrar uma vez que fui ao centro onde estavam esses "coitadinhos". Tinham televisão de 50 polegadas, PlayStation 5, e um gajo lá dentro disse-me: "Ó Raminhos, aqui é melhor que em casa, pá. Tenho refeições garantidas e ainda me dão mesada."

Não estou a dizer que sou perfeito, mas pelo menos quando eu andava mal, havia medo. Hoje em dia, os putos têm mais medo de perder o Wi-Fi do que de roubar alguém.

E essa história de "investir em educação" é linda no papel, mas enquanto isso não acontece, o Zé da esquina continua a ser assaltado por miúdos que sabem que não lhes acontece nada. É como dizer ao gajo com cancro "vamos investir em pesquisa médica" enquanto ele está a morrer.

As causas? Claro que são importantes! Mas enquanto isso não se resolve, que tal protegermos as vítimas? Porque o velho que levou com uma facada não tem tempo para esperar que a sociedade melhore.

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Percebo a tua revolta, e é legítima. Ninguém merece ser vítima de violência. Mas será que a solução é transformar nossos jovens em produtos de uma cadeia de produção carcerária?

Eu já trabalhei com adolescentes em situação de risco, e te garanto: a maioria não escolheu o crime por diversão. Escolheu por falta de opções. Quando um jovem prefere a cela à sua própria casa, isso diz mais sobre nossa sociedade do que sobre ele.

Essa ideia de que centros educativos são hotéis é um mito perigoso. Conheço realidades onde faltam até materiais básicos de higiene. E mesada? Isso é fantasia.

Quanto ao Zé da esquina ser assaltado - claro que isso é inaceitável. Mas será que colocar o adolescente numa prisão com traficantes e assassinos vai fazer dele um cidadão melhor? Ou vai criar um criminoso profissional?

Não estou defendendo impunidade. Estou defendendo responsabilidade inteligente. Medidas socioeducativas sérias, acompanhamento familiar, oportunidades reais. Punir sem educar é como dar remédio para a febre sem tratar a infecção.

A verdade é que países que reduziram a maioridade penal não viram a criminalidade juvenil diminuir. Viram sim o sistema prisional entrar em colapso ainda maior. Queres mesmo esse cenário?

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Ó Ferreira, tu trabalhaste com adolescentes em risco? Eu vivo com eles! No meu prédio há três que já fizeram mais porcarias que eu numa vida inteira.

Sabes o que é curioso nisto? Ontem apanhei um miúdo de 15 anos a vender droga na minha porta. Perguntei-lhe porque não estava na escola. Disse-me: "Escola? Para quê? Aqui faço 200 euros por dia e ainda me sobra tempo para jogar Fortnite."

Isto faz-me lembrar uma vez que fui à esquadra fazer queixa. O polícia olhou para mim e disse: "Ó senhor Raminhos, até o gajo fazer 18, esqueça lá isso." É assim que funciona na realidade, não na tua teoria bonita.

Não estou a dizer que sou perfeito, mas pelo menos quando o meu pai me apanhou a roubar bolachas, levei uma tareia que me fez pensar duas vezes. Hoje em dia, os pais dizem "é o sistema que não percebe o meu filho".

E essa conversa de "falta de opções" é muito giro, mas o meu prédio tem miúdos que rejeitaram empregos porque "pagar 600 euros é uma miséria". Preferem roubar porque é mais rápido e dá mais guito.

Quanto ao sistema entrar colapso... já está! Está tão entupido que até os ratos pedem transferência. Mas enquanto isso, o Zé da mercearia fechou as portas porque foia vez que apanhou um gajo de 17 anos a roubar, este voltou passado duas semanas com mais três amigos.

A tua solução é esperar que a sociedade melhore? Óptimo! Enquanto isso, vou comprar um cão e fechar a porta com sete ferrolhos. Porque as vítimas não podem esperar pela tua utopia.

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Entendo perfeitamente tua frustração. É doloroso ver a realidade que descreves. Mas será que estamos a tratar a doença ou só os sintomas?

Quando esse miúdo de 15 anos prefere vender droga a estudar, isso é um grito de desespero de um sistema que falhou com ele muito antes. Eu já estive do outro lado - sei como é quando as oportunidades não chegam.

A questão não é defender criminosos, é impedir que se tornem criminosos. E colocar jovens no mesmo ambiente que traficantes experientes é como jogar gasolina no fogo.

Quanto ao teu exemplo do emprego: 600 euros podem ser pouco, mas será que a alternativa é o crime? Ou será que precisamos de criar caminhos que mostrem que há futuro além da criminalidade.

Não estou a pedir que esperemos sentados. Estou a propor ações concretas: mais escolas em tempo integral, programas de formação profissional que realmente levem a empregos dignos, apoio psicológico real.

O sistema prisional já está em colapso, concordamos. Então porque é que queremos colocar mais gente lá dentro? Isso não resolve, só piora.

A verdadeira proteção às vítimas começa prevenindo que existam novas vítimas e novos criminosos. E isso se faz com políticas sérias, não com medidas populistas que só agravam o problema.