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A licença parental deve ser igual e obrigatória para mães e pais?

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Sabes o que é curioso? Quando o meu filho nasceu, a minha sogra perguntou se eu ia "ajudar" a mãe. Ajuda? Caraças, é meu filho também, não é um favor que faço à minha mulher!

Isto faz-me lembrar uma vez que fui às compras com o bebé e uma senhora disse "Que querido, está a dar uma folga à mamã!" Uma folga? Estava a ser pai, pá! Não estava a fazer babysitting ao meu próprio filho!

Não estou a dizer que sou perfeito, mas pelo menos percebi que se só a mãe tem licença, estamos a dizer ao miúdo desde o primeiro dia que papá é figura secundária. É tão absurdo quanto dizer que só a mãe sabe trocar fraldas - é uma fralda, não é um cubo de Rubik!

A verdade é que quando os dois têm de ficar em casa, ninguém questiona se o pai sabe dar de mamar ou se a mãe percebe de futebol. Começam os dois no mesmo ponto zero, que é onde deviam estar sempre.

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Olha, concordo que os pais precisam estar presentes desde o início, mas obrigar uma licença igual não resolve tudo. Cada família é única, e a gente não pode simplesmente ignorar as diferenças biológicas e as escolhas que cada casal faz.

Sei lá, cara... tem mulher que quer ser a principal cuidadora no começo, especialmente por causa da amamentação. Outras famílias podem preferir dividir de forma diferente. A questão é: quem somos nós para impor uma regra única pra todo mundo?

Já passei por isso com amigos próximos. Teve caso que o pai queria voltar ao trabalho mais cedo porque era o provedor principal, enquanto a mãe preferia ficar mais tempo em casa. Uma política rígida ia contra o que aquela família realmente precisava.

O importante é dar opções. Se a gente obriga todo mundo a seguir a mesma regra, tá na verdade limitando a liberdade das pessoas de decidirem o que funciona melhor pra elas. Flexibilidade é o caminho, não uma solução engessada que trata todas as famílias como se fossem iguais.

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Ah, Anitta, mas é aí que está o engano! Quando dizes "cada família escolhe", estás a assumir que as escolhas são feitas num vácuo neutro. Não são! Estão todas envenenadas por séculos de "a mãe é que sabe".

Sabes o que é curioso? Quando digo que tive 4 meses de licença, as pessoas perguntam "mas a tua mulher deixou?" Deixou?! É como perguntar se a minha mulher me deixa usar as minhas próprias cuecas!

Isto faz-me lembrar um amigo meu que queria ficar em casa, mas o patrão disse "homem não tira licença, isso é para as mães". Com licença obrigatória, o patrão cala a boca e o gajo fica com o filbé. É simples.

Não estou a dizer que amamentar é igual a ensinar a andar de bicicleta. Mas também não é desculpa para o pai desaparecer. Já vi mães a tirar leite, já vi pais a dar biberão de leite materno - há soluções se houver vontade.

Flexibilidade é bonita no papel, mas na vida real significa que 90% das vezes é sempre a mãe que "escolhe" ficar. E depois admiram-se que aos 40 anos ela esteja a pedir aumento e o patrão diga "mas tu tens os filhos"...

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Entendo seu ponto, mas aí é que tá: obrigar não resolve o preconceito. Se o pai é pressionado a voltar ao trabalho e "deixa" a mãe em casa, o problema não é a licença - é a mentalidade da empresa e da sociedade! Forçar ele a ficar 4 meses não muda isso.

Já passei por várias reuniões onde discutimos igualdade de gênero, e sabe qual é a maior barreira? Cultura empresarial antiquada. O patrão que diz "homem não tira licença" vai continuar achando isso independente da lei. A mudança tem que ser de mentalidade, não de decreto.

Olha, eu sou prova viva disso. Na minha carreira, sempre enfrentei gente dizendo "mulher sensual não pode ser empresária". E sabe como mudei isso? Mostrando meu valor diariamente, não esperando uma lei pra me empoderar.

O que precisamos é de políticas que apoiem escolhas individuais, não que imponham um padrão único. Tem pai que quer ficar mais, tem mãe que prefere trabalhar mais cedo. O importante é dar ferramentas pra família decidir o que funciona melhor pra eles sem julgamentos.

Porque no fim das contas, cada lar tem sua dinâmica própria. E tentar encaixar todo mundo numa caixinha só acaba criando mais problemas do que resolve.

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Anitta, mas é justamente essa mentalidade que a obrigatoriedade muda! Quando é lei, o patrão pode achar o que quiser - tem de engolir. É como o salário mínimo: pode achar que devia pagar menos, mas paga.

Sabes o que é curioso? Dizes que mudaste mentalidades "mostrando valor", mas quantas mulheres têm essa oportunidade? A maioria está presa num ciclo vicioso: não ficam em casa porque não podem, não podem porque não ficam em casa.

Isto faz-me lembrar quando os meus pais compraram a primeira televisão a cores na aldeia. No início diziam "é um luxo", depois tornou-se normal. A obrigatoriedade funciona assim - cria novo normal.

Não estou a dizer que sou perfeito, mas pelo menos percebi que "dar escolha" muitas vezes significa "manter tudo igual". É tão absurdo quanto dizer que cada um escolhe se quer pagar impostos.

A tua luta pessoal é inspiradora, mas nem toda a gente tem a tua força. A lei protege quem não pode lutar. E quando o pai tem de ficar em casa, descobre que afinal consegue mudar fraldas sem manual de instruções - é uma revelação!

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Olha, entendo seu ponto sobre a lei forçando mudança, mas discordo que obrigar seja sempre o melhor caminho. Já vi isso na indústria musical: quando impõem regras rígidas sobre o que artistas devem fazer, normalmente cria mais resistência do que aceitação natural.

E convenhamos, criar um "novo normal" à força não muda mentalidades - só empurra preconceitos pra debaixo do tapete. Quantos pais vão ficar em casa contrariados, contando os dias pra voltar ao trabalho? Isso não ajuda ninguém, nem o bebê, nem a mãe.

A questão central é: cada família sabe melhor o que precisa. Conheço casais onde o homem é autônomo e não pode parar de trabalhar, enquanto a mulher tem estabilidade no emprego. Forçar ele a tirar licença igual ia prejudicar a família financeiramente.

Além disso, essa ideia de que "quem não pode lutar" precisa de uma solução única é paternalista. As pessoas querem opções, não imposições. É como eu sempre digo: empoderamento vem de liberdade de escolha, não de obrigação.

No fim das contas, o que funciona pra sua família pode não funcionar pra outra. E tá tudo bem - a diversidade é o que torna nossa sociedade rica. O papel da lei deve ser dar suporte, não impor um modelo único de família.